Setembro e Outubro recap, 2022: mídias


Tô enrolando dois meses de recap sobre o que assisti e li. Que em resumo foi: Belle; Adam by EVE; Bee e Puppycat; A Imperatriz; Everything Everywhere all at Once; O Bem Amado; alguns BLs japoneses. De leituras: O Mau Começo; A Biblioteca Mágica de Bibi Bokken; O vampiro que descobriu o Brasil; Jinbaku Shounen Hanako-kun; + alguns mangás.  

Setembro

Belle (2021), que belíssimo filme usando uma metáfora de A Bela e a Fera sem apelo de romance, mas uma fantasia infantil com adolescentes. Esse filme tem vários acontecimentos em diferentes tempos. Primeiro temos o luto e então a insegurança típica do jovem, a reputação na escola e no virtual. Uma crítica a galera dona da razão e da justiça na internet em um espaço em que a maioria das pessoas estão em busca da fuga da realidade, no espectro mais positivo, um espaço com possibilidade e liberdade pra criar seu mundo. É basicamente uma história com narrativas paralelas e mundos paralelos. Me lembrou muito Páprika e tudo o que pensei sobre inconsciente, na época que assisti. Toda a relação da internet com o compartilhamento de um consciente coletivo. E a cena da protagonista cantando com todos os integrantes da comunidade virtual. Também me lembrou persona 5. Tem 15 técnicas diferentes de animação no filme tbm.

Adam by Eve (2022), toda a história e imagética me remeteu muito a Loona e ao mangá hanako-kun. O denominador comum é a estética japonesa e escolar. Sei algo sobre vocaloids? Não, mas gosto da sonoridade e do conceito que envolve a distorção sonora e o anonimato dos cantores. A história envolvendo pesadelos, pessoas sem rosto e com um olho. Me apeteceu bastante, pois esses são meus tópicos de interesse. 

Bee and puppycat (2022), ainda na temática vocaloid, que eu sigo sabendo o básico sobre. Sei que o dublador do Puppycat é um vocaloid super famoso da atualidade e eu acho genial a forma como o puppycat é dublado só com vibrações agudas e graves. O desenho é uma viagem enorme e pesada. Eu assisti a "primeira temporada" do Youtube e a versão da Netflix. É um desenho animado na sua essência pesada e sem pé nem cabeça. Okay que existe uma história, okay que existem teorias que explicam os personagens, mas mesmo sem saber nada disso eu gostei muito do desenho, do universo, das minhas interpretações vagas. Chorei. Me tocou profundamente com pouca coisa. Ao mesmo tempo que lembra Steven Universe, lembra Hilda também, (o Pequeno Príncipe tbm) mais do que a história ou a estética, foi o sentimento que deixou em mim. É aconchegante.

Outubro


A Imperatriz (2022),
é a história de Elisabeth da Baviera se tornando imperatriz da Áustria. Segue a mesma linha de acontecimentos do musical do Takarazuka que eu já assisti milhões de vezes, com alguns personagens a mais. Achei genial a forma como todos esses personagens tem seu momento muito importante pro desmoronamento das coisas, desde os criados (que pra mim foram o ponto alto da história), até as peças chave da história: Elisabeth, seu marido e principalmente sua sogra, Sophia. 

A parte dos criados é muito fascinante, porque da destaque pra gente anônima que ta pelo meio dos tramites, sabendo o que acontece e contribuindo pro vazamento de informações e pelo levante popular. Same energy dos staff de kpop quando vaza um escândalo e de duas umas, ou eles mesmos vazam, ou eles sempre estiveram sabendo, mas tendo que manter tudo nos conformes pra manter seus empregos. Sempre sobra pros coitado, aliás. Tudo eu vou meter kpop no meio. 

Todo mundo na história tem seu papel importante e sua evolução de personagem, ainda que nem todos tenham o mesmo tempo de tela, e eu acho isso um puta trabalho de roteiro.

As roupas são lindíssimas, mesmo não sendo acuradas historicamente, cumprem seu papel em compor o personagem e a função dele na história. Eu gosto de ficções históricas, mesmo essa sendo baseado em uma figural real e momentos históricos reais, é sempre complicado cobrar historicidade de produções feitas pro entretenimento. Então, não sei como foi a recepção dessa série em relação a isso, mas eu gostei e não me incomodou a romantização de certos aspectos.

O ultimo episódio dessa série é tão maravilhoso, porque mesmo dando o tom de inacabado e que talvez venha uma segunda temporada, não é necessário que haja uma segunda temporada. Você sabe que tudo só vai desmoronar mais ainda, por livre e pura escolha da Elisabeth. Aquele tom de "eu morro e levo vocês tudo junto".

Everything Everywhere all at Once (2022), da categoria de filmes sobre família que me destroem igual Encanto. Eu devo ta com o olho inchado até hoje de chorar igual uma desgraçada. Vire e mexe minha garganta quer fechar lembrando desse filme. 

É um filme de humor ridículo, do jeito que eu gosto, um teatro dos absurdos sci-fi, um matrix sobre família. Uma grande analogia que o telespectador consegue se relacionar, de forma que eu pego uma coisa aqui e outra ali e consigo me ver naquela família, no personagem do avô ranzinza, do pai besta, da mãe calejada, da filha gay traumatizada.

A Evelyn e a Joy são muito minha mãe e eu... chega dói.

Eu acho esse tipo de filme inteligente, quanto mais disfarçado de idiota e sem noção e preconceituoso, mais eu gosto. O suco do estereótipo chinês no Estados Unidos. Era como seu eu tivesse assistido Kung Fusão, um dos meus filmes preferidos da vida. Filmes que ensinam como falar de coisas pesadas com metáforas e exageros, sem o recurso da animação. Porque quem consegue cumprir esse papel normalmente são os filmes infantis, desenhos animados, animes... e mangás. Enfim, coisas asiáticas. É isso aí. A Michelle Yeoh é muito maravilhosa!

Essa foi mais uma produção que me faz pensar em Biblioteca da Meia Noite, por causa do recurso de escolher diferentes vidas geradas pelas escolhas ao longo da vida, em diversas dimensões. E com isso, o filme consegue me entregar uma peça de sci-fi bem mais significativa e sentimental que Interestelar e muitos outros, que acabam se prendendo em cientificidade dos acontecimentos. Todos são válidos, são só formas diferentes de abordagem.

O Bem Amado (2011), dizendo eu que vou assistir umas series e novelas no globo play, abraçar minha fase noveleira. Comecei por esse filme, porque a mãe comentou comigo sobre a novela, nada a ver com a história ser sobre um político e suas falcatruas numa cidade pequena k... O humor brasileiro é muito bom. Esse filme me fez querer ver Pé na Cova.

Bls japoneses, percebi que quando eu to triste eu corro pros braços de algum BL japonês do momento, isso me levou a criar uma lista de coisas que me trazem conforto em momentos turbulentos. 

  • A man who defies the world of BL (2021) - RIDICULOOOOOOO, a definição de gay panic em 7 episódios.
  • Old fashion cupcake (2022) - acabei de lembrar que vou precisar fazer um post sobre, só com as boiolices, que são as mesmas do mangá, mas bateu mais forte no drama.
  • Takara to Amagi (2022) - cute e escolar e abestaiado.

Leitura

Voltei a ler Jinbaku shounen Hanako-kun, que casou bem com o mês de outubro. Eu tava querendo ler algo temático, uma vez que a vivência do halloween não ia acontecer de fato, por culpa das eleições? Talvez. Então, na busca desse espírito das bruxas eu comecei a ler Entrevista com um Vampiro, faz sentido? Não, mas tem vampiros k. Terminei de ler O Mau Começo, das desventuras em série e A Biblioteca Mágica de Bibi Bokken. Comecei a ler também O Vampiro que Descobriu o Brasil na fila pra votar, mas não terminei porque comecei a passar mal de calor na fila k, mas a história é super conveniente com o momento atual.

"Ficção e realidade se misturam nesse livro irreverente que fará você descobrir que, às vezes, é mais fácil acreditar em vampiros do que em certos fatos da história." [trehco da introdução do livro, por Ivan Jaf]

Percebi que eu não sei do que eu gosto de ler. Minhas preferências não estão claras num gênero só e livros não vem classificados como tags do AO3, o que facilitaria se fosse. Eu sei que gosto de história infantil, fantasia infantil, protagonistas que são crianças aventureiras ou coisas depressivas e livros acadêmicos. As vezes eu fico vendo booktubers contando sinopses de livros famosos e me pergunto, o que fez essa pessoa escolher esse livro pra ler, baseando-se nessa sinopse desinteressante? Certamente é uma questão de gosto. Daí eu fiz uma [lista] com coisas (trupes, gêneros, tags, elementos específicos) que eu normalmente gosto em leituras. Só pra eu ter uma clareza do que tanto eu gosto e porque sou viciada em listas.

Segue abaixo prints de alguns mangás que andei lendo, respectivamente "Shimanami Tasogare" e "I want to be a wall":

Destaque pro drama que estreou dia 20 de outubro, estrelado pelos meus crushs ex-Takarazuka juntas numa produção fazendo papel de otokoyaku!!! Nunca fui triste. Eu num sei quando vou poder assistir, mas tô rezando pra alguém ao meno disponibilizar em japonês mesmo, lá pra dezembro, quem sabe. É baseado no mangá Goukon ni Ittara Onna ga Inakatta Hanashi (How I Attended an All-Guy's Mixer) que eu nunca li, mas já gosto da proposta. E a genialidade da adaptação pro drama foi escolher as atrizes pra fazer os papéis dos atendentes do bar, como sempre o Japão e sua brincadeira com gênero. Mais andrógeno do que eu?  


São seis protagonistas, mas eu só me importo com elas:


fim~

4 comentários:

  1. Eu queria ter tanta vontade como algumas pessoas têm pra ler e ver séries. Mas eu sou totalmente sempre tão dispersa que ter vontades é muito Vago. Mas eu tô assistindo algumas séries, eu poderia trazer pro blog, mas sei lá, sempre tão vago kkkk

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    1. Faz parte, cada um com sua rotina, as vezes eu vejo coisas mas não quero comentar sobre, nesse caso eu quis bastante, por isso rendeu um post separado. Depende muito do clima e do que foi assistido.

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  2. Ah, alguém para poder comentar o quão bonito e emocionante foi assistir Belle, hah, e Bee and PuppyCat, que também me lembrou muito Steven Universe só que com aquela pegada profunda sem pé nem cabeça de Hora de Aventura aaaaahhhh... e eu sabia que a vozinha do PuppyCat não me era estranha! Quem diria que Vocaloid viria me atormentar ainda nos dias atuais!

    Ainda quero muito assistir Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo pois gostei muito das críticas que vi sobre e se topa uma indicação Lana, te passo Na Vastidão da Noite, isto é, se você não assistiu ainda.

    Agora estou boladíssima por não poder ler Hanako-kun e todas as outras tranqueiras que eu acompanhava pela falta de internet mas ao menos você gostou do que leu e ainda gostou do meu drabble, muito obrigada! E se serve de consolo, eu também me perguntava sobre meus gostos literários e tal e percebi que ação, fantasia e reflexões sobre ser e viver são temas que me agradam bastante, com personagens marcantes então... meu coração é arrebatado na hora. Logo indecisão é realmente a melhor maneira de encontrar o seu gosto, ou quase, hah! No mais foi uma postagem bacana de ser lida.

    E sobre os meus marcadores, eu geralmente dou um sinônimo a eles diferente dos que uso no marcador porque sou dessas mesmo :p

    Um abraço!

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    1. Tanto Belle quando Tudo em todo lugar... são meus queridos de 2022, um muito aguardado por mim e outro uma grande surpresa. Aquela sensação dramática de que foi feito pra mim por isso eu gostei tanto e outras pessoas não entenderiam kkkk.

      Sobre leituras, eu inda tô nesse processo, não que ele vá acabar algum dia, mas a medida que eu vou lendo eu vou conseguindo identificar o que eu gosto e não gosto num livro ou num gênero narrativo. Foi lendo um post antigo seu sobre isso que eu tive a ideia de listar minhas preferência, aliás. Fun fact.

      Obrigada pela indicação, vou dar uma olhada, sim! Xero!

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